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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Porto de Iguazu – viagem às cataratas

Mais ou menos 1000 km de distancia… já tivemos no sul, agora estamos quase no centro e a ideia é irmos para o porto de iguazu ?? a Argentina ainda é grande mas bora é aproveitar.

Era mais ou menos este o tom de conversa entre as chicas, todas elas em sintonia… siga para bingo. Alguns estudos precários na net e foi escolhido o meio de transporte. Como não há comboios e as distâncias são grandes; a alternativa de viajar muitas horas por longos períodos de tempo, isto é, pelas belas mas mal tratadas estradas argentinas de forma confortável, surge o conceito coche cama.
Como o nome sugere, coche cama é um autocarro altamente sofisticado, de dois andares, em que em vez das tradicionais cadeiras, há umas confortáveis poltronas, tal como na primeira classe dos aviões. Reclináveis 180 graus, até dá para dormir de barriga para baixo (não é Ana?). Tal como os aviões, também são servidas refeições a bordo, no nosso caso, um jantar e um pequeno-almoço. Mais uma vez, tal como nos aviões, passam filmes, não dobrados, e recentes (não é Rita?). Quando digo tal como nos aviões, não estou a falar da classe turística, aquela em que umas pernas como as da Ana ou dos Vassalos, chegam a tocar 3 filas mais à frente…não, estou mesmo a falar de verdadeiras poltronas como imagino que haja no piso superior de um 747! Agora perguntam e será muito caro? A resposta é… não!! 200 pesos (+- 40 €) por uma viagem de 16 horas e 1000 km’s… que luxo...

Jantar, não era grande espingarda, uns tortellini gigantes, talvez por ser 6 feira santa... se não seria um Lomo, de certeza.



Posição cama! Juro que a Ana chegou a dormir de barriga para baixo.


Antes da dormida, bla bla bla bla....


instruções para se transformar a poltrona em cama.


cada lugar tem a sua privacidade, pode-se ficar fechado no cubículo de curtinas.



posição ready to sleep

sábado, 18 de abril de 2009

Perito Moreno

Às 9 no bus. Esperava-nos 1:30 de estrada. Bom alcatrão vista inacreditável. O tour começa com um passeio de 2 km por um passadiço em frente ao glaciar, onde apanhamos e filmamos uma parte a cair, o som é indescritível.
em pleno glaciar:
No fim, esperava-nos esta mesa com garrafas de wiskey, com gelo tirado a martelada directamente do glaciar:

Nós os quatro e mais uma amiga recem feita espanhola:

Os crampons artesanais que tinhamos que atar aos sapatos, não transmitiam grande segurança, verdade seja dita.

estava uma ventania...




I'm the king of the world?? guess not!




fotografia da parte do gelo antes de cair, não encontro a pós caír, mas há filme !!!



Os 5 de novo...



As chicas...


Na realidade, o glaciar tem 257 km quadrados enquanto buenos aires tem 250 ... segundo vi algures, B.A. tem 11 milhões de habitantes, não é propriamente pequena.


Mais perito moreno é inacreditavel mesmo!




Agora a melhor parte:

Não é todos os dias que se vê um bocado tão grande de gelo a caír, quanto mais apanhar em video: Mesmo impressionante, só para terem uma ideia, a parte da frente do glaciar tem 55 - 60 m de altura:


quarta-feira, 8 de abril de 2009

La Bomba II

Passseio por Buenos Aires antes de irmos à Lá Bomba para queimar tempo:



Uma fonte para não deixar queimar tudo:



Disseram-nos para lá estar entre uma hora e uma hora e meia antes sob o risco de não conseguir entrar. Chegamos lá e uma fila que dava a volta ao quarteirão. Mas como quaisquer tugas que se prezem, 3 palavras com o segurança e deixou-nos passar à frente, só para comprar o bilhete, visto ainda não estarem a deixar entrar ninguém que já o tivesse. 10 Minutos e uma litrosa depois, a fila já estava a entrar, ainda não conseguíamos ver o fim, mas lá está, como bons tugas que somos, desta vez deixaram-nos entrar só para entrar, porque já tínhamos bilhete. (ou seja a razão da fila foi convenientemente inversa às nossas necessidades). É então que nos deparamos com aquilo que já nos tinham dito ser inesquecível… Lá Bomba de tiempo, não me canso de escrever este nome: La Bomba, Lá Bomba… ai o suspiro que me vem da alma…


Quase todas as segundas feiras na Ciudad Cultural Konex. É um género de jam session de precursão. Começa as 7 da tarde e acaba lá para as 11, 15pesos(3€) uma litrada de cerveja, grande ambiente, sem palavras. Tenho a certeza que iria ser um sucesso em Lisboa! (fica prometido um video, quando tiver largura de banda para o uploadar!

fotografia classica:


Balde para aquecer:


Mais um:


...outro...


Um final em grande:



domingo, 5 de abril de 2009

El vaipe...la estrada fora!

2-04-09 / 03-04-09
Nervos é o que posso dizer deste dia. Vão já uns meses valentes desde que tomei a decisão de fazer a viagem. Falo dela como quem fala vou ali e já volto, mas esta não é um vou ali e já volto, não só porque buenos aires não é ali, também porque não volto já! Por isso decidi que não ia ser uma noite normal de chegar a casa a horas decentes e descansar para a grande viagem. Conclusão, noitada copos com os amigos e dormir uma hora ou duas… tenho 12 delas para dormir no avião. Bairro conversas, demasiados copos levaram a deixar o carro lá no bairro e ir para casa de táxi; foi o primeiro erro.

Acordado, olhos bóia, encarnados à lá carneiro mal morto, enfiado no taxi, rumo à cena do crime e vem o feeling óbvio. Não foi preciso muito para o confirmar… o carro, eu ia jurar que o tinha deixado aqui, mas … rebocaram o carro!! Arrrr sacana do murphy nunca se engana e raramente tem duvidas e neste caso teve mesmo razão. Bem como não fiz a mala, tenho o gps a carregar mapas em Sintra, o avião descola às 5:40 pm não há problema, até tem a sua piada. (uma carvalhice). Delegadas as competências, fica tudo resolvido. Carro impec à porta da dona, gps na mala já feita, declarações de última hora enviadas aos respectivos necessitados entre outras burocracias tratadas e são 2 pm. Ufa ainda tenho tempo para enfrentar os nervos outra vez, se bem que não era o que mais me apetecia.

No aeroporto ia ter com a Ana, uma das minhas companhias para o inicio de viagem, tínhamos combinado às 3 nos enroladores de malas. Chego às 2:30 enrolo as malas vou para o check in. Nada … o tempo teima em não passar… 2:31, 2:31 e 2 segundos, 2:31:02 e 2 décimos de segundo… não passava mesmo.

Três em ponto e vou espreitar ao enrolador e lá estava a Ana a enrolá-la. Muito bom agora já tinha com quem partilhar os nervos (aguenta Ana). A verdade é que o relógio começou a andar! Madrid passou num instante.

Chegamos ao hostel ostinatto às 7:00 Am e resolvemos ir levantar ‘plata’ o que nos deu asas para ir ao fim do mundo. Dinheiro levantado, mapa na mão, dicas na outra e arrancamos. Ruas para cima, metros para baixo, autocarros que teimavam em não aparecer, a chuva, essa sim teimava, não convidada. 20 km foi o que devemos ter feito a pé. Tudo acabou com um fechar de olhos prematuro… no stress, tempo não faltará de certeza. Amanha chegam a Catarina e a Rita, mais duas para a guerra!